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Recorde batido, Phelps quer mudar face da natação


O recorde de Mark Spitz (sete ouros em Munique 1972) desfez-se em pó. Com oito vitórias em Pequim, Michael Phelps entrou para a história. Agora, atingido o topo, que desafio o fará mover? O nadador diz que o futuro passa pelas provas de velocidade e que quer ajudar a crescer a sua modalidade “A América está orgulhosa”, telefonou-lhe ontem George Bush. O Mundo todo está, de resto. Mas que desafio resta a Michael Phelps, agora que bateu o recorde de Mark Spitz e assumiu o título de maior atleta masculino de sempre nos Jogos Olímpicos? “Mudar a face da natação”, responde, após fazer história em Pequim. Na piscina, o futuro deve passar pelas disciplinas de velocidade.

Depois que somou a oitava medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, ao ganhar a prova dos 4x100m medley. Pelo meio, fez o novo recorde do Mundo da categoria, com 3.29.34, e superou os sete ouros conquistados por Spitz em Munique 1972. Phelps conquistou a imortalidade: é o atleta com mais ouros conquistados numa só edição dos Jogos OIímpicos (oito), com mais medalhas douradas no total (14) e o homem mais medalhado de sempre (aos 14 ouros junta dois bronzes). A nível olímpico, só lhe falta superar as 18 medalhas (nove de ouro, cinco de prata e quatro de bronze) da ginasta Larisa Latynina (ex-URSS).

Por isso, Phelps precisa de bem mais para se motivar. O abandono está posto de parte, porque a mãe já o obrigou a prometer que vai a Roma, aos mundiais de 2009, pois quer conhecer a cidade. Então, a motivação do nadador terá de passar pelas piscinas. Dentro d´água, o próximo desafio serão as provas de velocidade. “O meu treinador preferia que eu testasse novos métodos de treino, mas eu quero experimentar novas disciplinas, e ver o que dá”, apontou Phelps.

Fora das piscinas, persegue um objetivo maior: mudar a face da natação e conquistar novos adeptos para o esporte. “Quero ajudá-la a crescer” afirmou o nadador. “Será o meu trabalho dos próximos anos, para que a natação dos EUA ganhe novos praticantes e deixe de ser acompanhada apenas de quatro em quatro anos”, explicou o atleta, de 23 anos.

De resto, Phelps aponta os novos objetivos para provar que não está na natação pelo dinheiro. “Não nado pelo dinheiro, se o fizesse estaria em outro esporte”, garantiu o atleta – que recebeu, da Speedo (marca que o patrocina), um prêmio de um milhão de dólares (cerca de 671 mil euros).

Mesmo que o dinheiro não seja a sua motivação, Phelps tem muito a ganhar com a sua campanha olimpica. Em declarações à Reuters, Mark Ronson, agente de celebridades, chamou a Phelps um autêntico “Billion Dollar Man” , dizendo que ele “vale milhares de milhões. Não precisa se preocupar com um emprego, porque pode viver disto nos próximos 50 anos”.

Estudos recentes prevêem que o nadador passe a receber mais de 30 milhões de dólares (20 milhões de euros) anuais do mercado publicitário, um valor nunca atingido no mundo da natação. Actualmente, ele é patrocinado por grandes marcas como Omega, VISA, Speedo, AT&T ou Kellogg’s que rende a Phelps cerca de cinco milhões de dólares anuais.

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